Organização: Movimento Meninas Olímpicas

Organization: Scientific Olympic Girls Movement


Objetivos

O Movimento Meninas Olímpicas, fundado em 2016 por Natalia Groff e Mariana Groff, tem o objetivo de aumentar a presença das mulheres em espaços de Poder incentivando a participação igualitária das meninas em olimpíadas de conhecimento.

Motivação

O percentual de participação feminino é inversamente proporcional ao prestígio do cargo ou da olímpiada segundo dados levantados pelo movimento meninas olímpicas, mostrados no gráfico abaixo. Os gráficos apresentam a relação entre a participação das meninas em olimpíadas de conhecimento e as mulheres em espaços de poder.


Mapas da Meninas Olímpicas do Brasil

O projeto Meninas Olímpicas da UFSM mapeou a localização das Meninas Olímpicas das principais olimpíadas do Brasil.

Prêmio Meninas Olímpicas em Olimpíadas Científicas

Desde 2016, um total de 12 olimpíadas brasileiras já criaram prêmios especiais para meninas, assim como a Olimpíada Internacional de Matemática - IMO em 2017.

Prêmio Meninas Olímpicas em Assembleias Legislativas


Foram propostos, aos legisladores, projetos de lei em Assembleias Legislativas, na Câmara Federal e em Câmara de vereadores para criação do Prêmio Meninas Olímpicas. Vários estados, tais como, Amazonas, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo já tiveram os prêmios aprovados. Em vários outros estados, o projeto está em andamento: Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Goiás, Bahia, São Paulo, Roraima .


Já existem o Dia Estadual das Meninas Olímpicas e o Dia Municipal das Meninas Olímpicas.

Cerimônias de Premiações


Homenagens Olímpicas

  1. Homenagens da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul

Desde 2016, a Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do RS, em conjunto com o Movimento Meninas Olímpicas organizam homenagens às meninas medalhistas de ouro do Rio Grande do Sul. Para rever as cerimônias de premiação:

Cerimônia 2016 Cerimônia 2019 Cerimônia 2022


  • Notícias sobre as homenagens na ALRS:

2016: Parlamento homenageia meninas medalhistas olímpicas

2017: Estudantes gaúchas são agraciadas com o Prêmio Meninas Olímpicas

2018: Assembleia Legislativa presta homenagem a meninas medalhistas em ciências exatas

2019: Projeto quer instituir o Prêmio Meninas Olímpicas

2020: Projeto que incentiva participação de meninas nas olimpíadas científicas avança na AL

2021: Assembleia aprova criação de prêmio para incentivar participação de meninas em olimpíadas científica

2022: Assembleia homenageia meninas que participaram de olimpíadas científicas


2. Prêmio Jovem Talento Científico Gaúcho da Fapergs

O Prêmio Jovem Talento Científico Gaúcho, criado em 2019, objetiva reconhecer estudantes de escolas públicas que conquistaram medalhas e menções honrosas em eventos de conhecimento nacionais e internacionais, estimulando a cultura da ciência e a carreira científica dos futuros profissionais. A distinção é uma iniciativa do Programa Educar para Inovar, vinculado à SICT em parceria com a Secretaria Estadual de Educação (SEDUC) e o Movimento Meninas Olímpicas da UFSM.

Lançamento do prêmio: Lançamento do Prêmio Pesquisador Gaúcho 2021 e do Prêmio Jovem Talento Científico Gaúcho.


Organização de Eventos Olímpicos


Palestras:


Movimento Meninas Olímpica organizou o Painel Olimpíadas Científicas durante o Congresso da sociedade Brasileira de Computação - CSBC 2020.

Impactos Olímpicos

1. Olimpíadas Internacionais: EGMO, EGOI, ICHO, IOI


O Movimento incentivou a participação do Brasil nas Olimpíadas Europeias de Matemática para Meninas – EGMO em 2017 e na Olimpíada Europeia de Informática para Meninas – EGMO em 2021.

European Girls' Olympiad in Informatics (EGOI) : Em 2021, a Carolina Moura conquistou Medalha de OURO para o Brasil e encabeçou a seletiva de Informática, o que nunca havia ocorrido antes. As equipes que representaram o Brasil na EGOI se encontram no site do Torneio Feminino de Computação.

Melhores Universidades: Universidades de excelência, como MIT por exemplo, tem a tradição dos aceites brasileiros serem 80% masculinos. Em 2022, as meninas foram 75% dos aprovados.


International Chemistry Olympiad (ICHO) Na ICHO 2021, a equipe brasileira foi composta de 75% de meninas, sendo que seu histórico era de 75% masculino.

Equipe ICHO 2021

Hana Gabriela Albuquerque

Marina Malta Nogueira

Cássia Carolina Aguiar

2. Olimpíadas Femininas Nacionais

O Torneio Feminino de Computação - TFC é uma competição brasileira de programação apenas para meninas. O torneio visa incentivar a participação feminina na modalidade de Programação da Olimpíada Brasileira de Informática. O torneio foi Inspirado na EGOI - European Girls' Olympiad in Informatics, que teve sua 1ª edição em junho de 2021 em Zurique na Suíça. Um impacto positivo na representação feminina na OBI - Olimpíada Brasileira de Informática aconteceu no ano de 2020 após a primeira edição do TFC 2020. As meninas medalhistas na modalidade programação júnior, que até o ano de 2019 era em torno de 15%, em 2020 passou para 25% e em 2021 para 29%.

O Torneio Matemática para Meninas, inspira na EGMO - European Girls' Mathematical Olympiad, teve a primeira edição em 2019 e tem como objetivos incentivar a participação feminina em olimpíadas científicas, com foco na matemática e aumentar a representatividade feminina em competições nacionais e internacionais, além de promover a maior participação de alunas em treinamentos olímpicos.

A Olimpíada Feminina de Matemática do Estado da Bahia – OFMEBA objetiva motivar a participação do público feminino em olimpíadas de matemática e identificar talentos femininos na matemática incentivando o ingresso dessas estudantes em universidades, nas áreas científicas e tecnológicas.

3. Olimpíadas Públicas: Impactos na OBMEP

Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas: Apesar o percentual de meninas medalhistas de ouro da OBMEP se manterem iguais na última década (gráfico abaixo), em 2014 as medalhistas de ouro da OBMEP-RS foram apenas 4 meninas. Em 2016, quando foi feita a primeira homenagem da ALRS, esse número foi para 9 e, em 2018, subiu para 15 meninas premiadas. Ou seja, o número dobrou a cada 2 anos, a partir desta ação afirmativa.